Você que pratica beach tênis: fique atento à Síndrome do SLA

O beach tênis se tornou um esporte bastante praticado em São Paulo. Virou um “vício”, fazendo com que muitas pessoas comprem raquetes e outros acessórios específicos para praticar, uma verdadeira paixão. É um esporte inclusivo, em que amigos e familiares jogam juntos: a famosa “turma do beach”. A modalidade é dinâmica, divertida e promove muitos benefícios à saúde. No entanto, assim como em outros esportes com movimentos repetitivos, é fundamental ter atenção à sobrecarga muscular e articular, especialmente na região dos ombros.

Entre os quadros mais comuns está a chamada Síndrome do Impacto Subacromial (SLA), que pode afetar praticantes com treinos intensos e sem o preparo adequado.

O que é a Síndrome do Impacto Subacromial?

A Síndrome do Impacto Subacromial ocorre quando há um atrito anormal entre estruturas internas do ombro, como o tendão do músculo supraespinhal e o arco formado pela escápula (acrômio). Esse atrito pode gerar inflamações, dor e limitação de movimento ao longo do tempo.

No beach tênis, os movimentos rápidos e acima da cabeça (como saques, voleios e smashes) aumentam o risco de sobrecarga nessa região, especialmente quando não há fortalecimento e alongamento adequados.

Fatores que favorecem a sobrecarga no beach tênis:

  • Execução repetitiva de movimentos com o braço elevado
  • Falta de fortalecimento da musculatura do manguito rotador
  • Ausência de aquecimento e alongamento antes da prática
  • Técnica incorreta ou treino acima da capacidade física atual

Sinais de alerta

  • Dor no ombro ao elevar o braço
  • Sensação de fraqueza muscular
  • Desconforto em atividades simples do dia a dia
  • Estalos ou sensação de bloqueio no movimento

Como prevenir?

Para evitar o desenvolvimento da Síndrome do Impacto Subacromial, é fundamental adotar uma rotina de cuidados simples. Começar os treinos com um bom aquecimento é essencial para preparar a musculatura e reduzir o risco de lesões. Também é importante incluir alongamentos específicos para os membros superiores, principalmente para a região dos ombros, que é muito exigida durante o jogo.

Outro ponto fundamental é o fortalecimento da musculatura do manguito rotador e da escápula, que são responsáveis pela estabilidade da articulação do ombro. Além disso, respeitar os limites do corpo, evitar sobrecarga e buscar orientação de profissionais da saúde, como os fisioterapeutas da Physioway e educadores físicos, pode fazer toda a diferença para quem quer praticar o esporte com mais segurança. Afinal, não queremos parar o play!

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